Ideia criada numa pequena conversa com os meus alunos, ao sabor de um amor entre 7 Luas e 7 Sóis, desaguada num desfile de amores impossíveis, paixões loucas, seduções inquietas, mergulhadas num oceano de uma língua sem fronteiras…
Terça-feira, 1 de Maio de 2007
José Carlos Ary dos Santos

Mulher Presente


Na canção que eu hoje trago
Direi tudo o que eu quiser
No passado deixo um cravo
Planto outra flor qualquer.

O meu jardim é ser enfim
Mulher.

Sofri
Fui escrava e fui mansa
Mas agora posso
Erguer a cabeça
E dar flor.

Pari
Um filho de esperança
Que é livre e é nosso
E nasce da seiva
Do amor.

Lutei
Com que armas não sei
Mesmo na desgraça
Ergui a cabeça
E lutei.

Senti
A força da raça
Dum povo que passa
Depois de ser escravo
A ser rei.

Na canção que eu hoje vivo
Cabe tudo o que eu disser
A palavra amante e amigo
A fúria de viver.

Cantando assim eu sou por fim
Mulher.

 


Canção interpretada por Simone de Oliveira com música de Fernando Tordo



publicado por LCC às 20:02
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