Ideia criada numa pequena conversa com os meus alunos, ao sabor de um amor entre 7 Luas e 7 Sóis, desaguada num desfile de amores impossíveis, paixões loucas, seduções inquietas, mergulhadas num oceano de uma língua sem fronteiras…
Domingo, 25 de Fevereiro de 2007
Agostinho da Silva

"... «Eu vou inventar outra razão dos Descobrimentos Portugueses.» É que os portugueses com essa saudade que tinham de andar colhendo fruta e não trabalhando coisa nenhuma começaram a ver de que maneira é que a coisa podia, podia voltar a isso, e começaram a construir Portugal, e depois embarcaram a andaram pelo mundo, e toda essa coisa. Os Descobrimentos foram a vontade de descobrir o caminho para voltar a não trabalhar, não é assim? Para se divertir à vontade, pronto, e a coisa foi por aí fora... acho que é uma boa razão para os Descobrimentos. Os Descobrimentos que os portugueses fizeram foi para fazer com que o futuro coincidisse com o passado. Que é coisa do Einstein. O regresso ao futuro que seja o passado, ele próprio. Muito mais rico, não é?"

 

Agostinho da Silva - Ele próprio

gravação de António Escudeiro



publicado por LCC às 23:37
link do post | comentar | favorito
|

2 comentários:
De ana mestre a 18 de Março de 2007 às 10:50
O Agostinho como ele próprio, sempre explicando com o seu falar brasileiro a concidir com o falar do norte de Portugal. Portugal e portugueses de que falava sempre, assim como do desejo de reunir um dia todos aqueles que patilham da língua portuguesa numa causa comum (uma "coisa" maior), tendo o grande mar como elo de ligação. Eu vou fazer a minha parte, vou ver e viver países contados em histórias, mas não antes ler todos os romances de Francisco José Viegas, José Eduardo Agualusa, Luandino Vieira, Pepetela, Ruy Castro, Nelson Rodrigues, Jorge Amado e tantos outros...
Obrigada pelo Blog!


De LCC a 18 de Março de 2007 às 12:19
Os portugueses teimam em ficar agarrados aos descobrimentos, esquecendo que o grande fruto dessa época é uma língua agarrada pelos quatro cantos do mundo, num «oceano de livros» explorado por um número infinito de «marinheiros da pena». Aos poucos vou redescobrindo a minha pequena biblioteca, cheia de autores em português, esquecidos e ignorados por um grande mundo...


Comentar post

mais sobre mim
Março 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


posts recentes

António Ramos Rosa

Maria Judite de Carvalho

Manuel Alegre

José Cardoso Pires

Eça Queiroz

José Saramago

Sophia de Mello Breyner A...

José Saramago

Martz Inura

Feliz Natal

José Saramago

Almeida Garrett

Florbela Espanca

Boas férias

Alexandre O’Neill

Carlos Drummond de Andrad...

Pedro Homem de Mello

Mário de Sá Carneiro

Florbela Espanca

Fernando Pessoa

João Aguiar

Eugénia Tabosa

Irene Lisboa

José de Almada Negreiros

José Ilídio Torres

Bocage

Eça de Queirós / Ramalho ...

Florbela Espanca

Eça de Queirós

Eça de Queirós

José de Almada Negreiros

Urbano Tavares Rodrigues

Almeida Garrett

Bocage

Inês Pedrosa

Natália Correia

Eça de Queirós

José Saramago

Luís de Sttau Monteiro

Vinicíus de Moraes

Vergílio Ferreira

António Lobo Antunes

Aquilino Ribeiro

José Saramago

Rodrigo Guedes de Carvalh...

Machado de Assis

José Saramago

Vergílio Ferreira

José Carlos Ary dos Santo...

António Gedeão

mais comentados
4 comentários
4 comentários
3 comentários
2 comentários
2 comentários
últ. comentários
Donzelas do ApocalipseSem pai, sem mãe, Sem leite ...
Mais uma vez o meu obrigado pela tua visita Inês, ...
Foi com o Evangelho que fiquei presa à escrita de ...
Obrigado Inês pela tua visita e pelo teu comentári...
Mais um texto que não conhecia.Numa cadência quase...
links
tags

todas as tags